Contraclube do comic, putas e puteros.

 

As reivindicaçons ante a perda dos avances logrados nos Direitos das mulheres estám à ordem do dia. Assistimos à perda de direitos laborais, sexuais e reprodutivos, assim como também ao aumento da violência contra nós.

Como  afeiçoada da Banda Desenhada, hai umha semana  dei em colher da biblioteca dous romances gráficas, feitas por homens, e que tratam dumha maneira particular situaçons ocultas que afectam as mulheres enquanto a umha violência endémica, a direitos laborais, sanitários e sexuais. Representam situaçons e formas diferentes de atentar contra os Direitos fundamentais, em países que contam com condiçons tam diferentes como som a zona do Quebeque contra Ciudad Juárez no Estado de Chihuahua em México.

viva la vida 1Acho que estas duas romances gráficas  representam duas formas bem diferentes, mas com um nexo de uniom, de ocultaçom das mulheres e da sua discriminaçom em contextos bem diferentes.  Por umha parte vai-se falar de  exploraçom laboral, sexual e violência e por outra criminalizaçom e ocultaçom do trabalho feminino. Diferentes formas e  graus de discriminaçom,  mas qualquer delas objectivo a erradicar.


O primeiro dos romances é Viva la vida. Los sueños de Ciudad Juarez, de Edmond Baudoin e Troubs (Astiberri Ed.). Os dous autores decidem viajar a umha das cidades mais perigosas do mundo, onde o índice de assassinadas leva sendo o mais alto no mundo desde há anos. O seu objectivo é levar a cabo um estudo de campo  na mesma cidade e conhecer como é possível que as gentes sobrevivam a  níveis tam altos de violência, corrupçom e morte das suas mulheres.

A estância em Ciudad Juarez nom retrata histórias de morte, mas pode observar-se como a morte está pressente dumha forma explícita nas vidas de todas as pessoas que moram a cidade. Feminicidios sem resolver a culpa devido a umhas autoridades corruptas que junto com os  exploradores das mulheres, colaboram em mante-las retidas em trabalhos nos que som maltratadas e  exploradas. O estado no que estas mulheres laboram é totalmente insalubre e de amontoamento, quando nom som obrigadas a prostituir-se no decadente prostíbulo de Estados Unidos, cerca de El Paso (nos EUA), primeiro destino para as que ultrapassam umha das fronteiras mais protegidas do mundo de forma ilegal.


Contudo, Baudoin e Troubs conseguem dar umha imagem esperançada, humanizando o conflito a perguntando a pessoas de mui diferentes âmbitos, classes e procedências, quais seriam os seus sonhos e ilusons mais profundos. Isto é o objectivo do trabalho de campo, sacar como conclussons, qual é a vida real do pessoal que mora entre tanta violência; viver num espaço de fronteira, no que atravessam milheiros de pessoas procedentes de todos os lugares de Latino-América, sem saberem se poderám voltar ou nom a seus fogares. Como pode canalizar-se toda essa violência no dia a dia das pessoas e como podem as mulheres viver sem medo.

PAYING-FOR-IT-Chester-Brown-CoverO segundo dos romances é “Paying for it A Comic-Strip Memoir About Being a John” (La Cúpula), do desenhador do Quebeque Chester Brown. O título nom deixa possibilidade a muitas elucubraçons sobre a temática: dous grandes focos, as relaçons de Chester com a prostituiçom, ou mais bem, com as prostitutas; e como a decisom de levar abertamente a sua postura a respeito do sexo remunerado supom reflexons consigo  próprio e seus amigos e amigas a respeito desta questom.


Tras insatisfatórias relaçons amorosas, Chester chega à conclussom o amor romântico, viver em parelha ou manter umha relaçom monógama nom vai poder-lhe proporcionar as expectativas que criam. Tampouco isso o leva a querer relaçons com muitas mulheres; simplesmente nom cré na felicidade ligada com outra pessoa na medida em que crie vínculos de dependência de qualquer tipo. Chegado certo momento, depois de tempo reflexionando com seus amigos e as suas antigas parelhas que conserva como boas amigas; decide acudir a umha trabalhadora do sexo e manter relaçons com ela.

Descreve-se todo o processo que deve de seguir-se  no Canadá, que  naquela altura, a nível legislativo a prostituiçom estava regulada dumha maneira determinada, para evitar que as mulheres (e homens) exercessem a sua profissom nas ruas, à vista de todas. Como explica no prefácio, por aquelas datas, havia umha prostituiçom “legal”, a chamada incall, nas que a puta podia trabalhar na sua casa ou em casa dos clientes. No caso da prostituiçom outcall, no que  se incluía qualquer lugar público (rua, bar ou apartamento) considera-se ilegal para todos e todas as que participam.

Depois de messes interactuando com profissionais do sexo, constrói sua opiniom em base a todas as conversas e todas as vivências que tivo com estas mulheres. Defende, com profunda sensibilidade, sentido do humor, sarcasmo e picardia a discriminalizaçom do trabalho sexual, a liberdade das mulheres, e dos homens a escolher se quer dispor de seus corpos para exerce-la nas condiçons que  quiger.

Paying-For-It-2Para nom seguir desgranando o argumento,  fico com o comento na capa da Veronica Monet, activista sexual e antiga cortesana, autora da Veronica’s Monet’s Sex Secrets of Escorts: Tips from a Pro. “Antes de converter-me numha cortesana, trabalhei por horas fazendo tanto incalls como outcalls. ‘Paying for it’ recordou-me a esses dias e vim-me às vezes rindo ante as realidades universais do sexo de pago nesse nível da profissom. Ainda que o livro de C.B nom trata outros tipos de prostituiçom como o das de luxo ou o mundo das cortesanas; é umha representaçom fiel e sincera da prostituiçom desde o ponto de vista do cliente meio. As leitoras devem ler o epílogo e apéndices em os que C.B  carga contra os argumentos populares da prostituiçom com claridade, lógica e impecável atençom ao detalhe”

 

por Clara de Vargas Bouza @oscuragirl

 

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